“Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” Efésios 5:25

23 11 2013

Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;
Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos.
Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.
Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.
Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.

Efésios 5:25-33

Em Gênesis 2:18 vemos uma declaração interessante feita por Deus: “não é bom que o homem esteja só“. Logo em seguida, Deus apresenta sua solução para o problema que ele apontou, o fato de não ser bom que o homem estivesse só: “far-lhe-ei uma ajudadora que se encaixe nele”, ou seja, alguém que o ajude e o complete. Logo em seguida vemos a narrativa de Deus fazendo aquilo que ele disse que faria:

E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.
E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.
Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

Gênesis 2:22-24

Note um detalhe: quando Deus cria o home, ele diz “façamos o homem à nossa semelhança”. Está no plural. Entretanto, quando Deus cria a mulher, ele diz “far-lhe-ei”, está no singular. Para entender esse pequeno detalhe é que entra a explicação de Paulo em Efésios 5:25-33.

Antes de explorarmos o texto, vamos ver o que está acontecendo hoje em dia, com os relacionamentos. Complicado, não é mesmo? As pessoas estão se isolando cada vez mais em si mesmas, preferindo a companhia de outras pessoas apenas no mundo virtual, nas redes sociais. Vejo jovens o tempo todo, e até de forma irritante, com seus smartphones nas mãos, teclando e postando no facebook, instagram, tweeter. E no mundo real, cada vez mais isolados e solitários. Você está ali, ao lado deles, querendo conversar, interagir e eles respondem enquanto teclam suas postagens, quando respondem. Os relacionamentos estão esquisitos. E a coisa está ficando cada vez pior.

Casais estão se separando, muitas vezes por motivos banais. A grande verdade é que um já não está mais disposto a completar o outro. É como se fosse bom que o homem estivesse só. Mas não é. E vemos as doenças da alma que cada vez afligem mais e mais pessoas – depressão, tristeza crônica, apatia, vício em drogas (que é uma fuga da realidade), vício em trabalho (que também é uma fuga da realidade), e por aí vai…

Eu fico imaginando uma luminária, um abajur. Qual seria o propósito dessa luminária à noite, se a tomada não estivesse conectada à rede de energia? A rede de energia é a “ajudadora idônea” da luminária. Sem uma, a outra não funciona. As duas se completam.

Voltemos ao texto de Efésios. Vejamos o que Paulo fala no versículo 32: Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.

O casamento é, então, instituído como uma figura daquilo que estaria por vir, conforme é confirmado no livro de Apocalipse:

Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.
Apocalipse 19:7

Lá em Gênesis Deus já estava sinalizando o que aconteceria em Apocalipse. O casamento é utilizado então para ilustrar a relação de Deus com o homem. Por isso é que vemos a passagem de Gênesis 2:18 no singular – Adão era uma figura de Cristo. Deus formou Adão da terra e lhe soprou do Seu Espírito. Quem recebeu o Espírito de Deus foi Adão. Eva foi extraída dos ossos de Adão.

Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos.
Efésios 5:30

Eva recebeu o Espírito de Deus por meio de Adão. Como figura da Igreja, recebemos o Espírito de Deus quando recebemos a Cristo como único Senhor e Salvador de nossas vidas. Passamos então a ser membros do seu corpo, da sua carne e dos seus ossos. Toda vez que participamos da mesa do Senhor, a Ceia, entramos em comunhão com sua carne e seu sangue.:

Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.
Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.
Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.

1 Coríntios 11:23-26

A Igreja é a ajudadora de Cristo, que se encaixa perfeitamente nEle. Como é isso? Qual é o papel da ajudadora? Obviamente, ajudar. Ajudar em quê? Pense nisso, qual é o seu papel como corpo de Cristo? Estabelecer o Reino de Deus. Como o fazemos? Obedecendo à sua Palavra. Vivendo a vida que Ele planejou para nós, para sermos santos e irrepreensíveis. Mas, o que está acontecendo hoje com a Igreja?

Veja o que está escrito no livro de Oséias:

Palavra do SENHOR, que foi dirigida a Oséias, filho de Beeri, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel.
O princípio da palavra do Senhor por meio de Oséias. Disse, pois, o Senhor a Oséias: Vai, toma uma mulher de prostituições, e filhos de prostituição; porque a terra certamente se prostitui, desviando-se do Senhor.

Oséias 1:1-2

Deus, por meio de Oséias, estava mostrando como ele se sentia com relação a Israel. E veja como termina essa relação:

E Deus disse: Põe-lhe o nome de Lo-Ami; porque vós não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus.
Oséias 1:9

Entretanto, logo em seguida vemos uma promessa tremenda:

Todavia o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que não pode medir-se nem contar-se; e acontecerá que no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo.
E os filhos de Judá e os filhos de Israel juntos se congregarão, e constituirão sobre si uma só cabeça, e subirão da terra; porque grande será o dia de Jizreel.

Oséias 1:10-11

Deus está se referindo à Igreja de Cristo, a noiva que deve se apresentar imaculada e irrepreensível.

Recapitulando: Deus faz o homem, utilizando a terra como matéria-prima, à sua imagem e semelhança e lhe sopra do Seu Espírito. Depois Deus extrai um osso do homem (costela) e forma a sua ajudadora, que se encaixa perfeitamente a ele, porque não era bom que o homem estivesse só. Por meio dessa união nascem filhos e filhas e a ordem de crescer e se multiplicar sobre a terra é cumprida.

Paulo vem e mostra que esse mistério refere-se a Cristo e sua Igreja. E aí vemos uma ordem intrigante (o verbo está no imperativo) em Efésios 5:25 – Maridos, AMAI vossas mulheres. Espera um pouco, e essa ideia romântica de que o amor bate no coração e zap, você começa a amar alguém? Se Paulo está mandando os maridos amarem as esposas, isso é um sinal que amar outra pessoa é uma decisão. Depende de querermos. Essa história de “acabou o amor” não existe, é conversa fiada. E aí Paulo explica como o homem deve amar sua esposa: como Cristo amou a IGREJA e a si mesmo se ENTREGOU por ela.

Fala sério, olhando para a Igreja hoje, imaginando uma cena impossível, somente para efeito de tentarmos entender melhor o quadro, mas por um décimo de segundo, imagine que você é Deus. Você amaria essa Igreja? Não estou me referindo à Igreja que você frequenta, estou me referindo à Igreja como sendo as pessoas que, no mundo inteiro, se reúnem em nome de Jesus. Uma Igreja que se deixou contaminar pelo mundo, que está desesperadamente apegada ao sistema que governa o mundo e está olhando fixamente para o próprio umbigo, buscando por bênçãos, bênçãos e mais bênçãos. Extremamente preocupada com as coisas materiais, com o ego inflado. Enquanto isso, os órfãos e as viúvas estão desassisitidos, lançados à própria sorte. Enquanto isso, milhões vão perecendo, indo para o inferno, sem esperança, porque não há quem lhes anuncie a boa notícia do Evangelho. Enquanto isso, milhões continuam cativos, presos à drogas, ao álcool, a uma vidinha medíocre, sem propósito. Enquanto isso, os cegos continuam sem enxergar. Até quando?

Vemos todo esse quadro refletido no relacionamento entre o homem e a mulher nos nossos dias. Dentro das igrejas mesmo, casais se separando ou vivendo juntos, porém separados. Maridos, amai vossas mulheres. Ou seja, tomem a decisão de, a despeito de qualquer coisa, amar suas mulheres como vocês amam a si mesmos. Estamos vivendo um tempo onde as pessoas não se aceitam como são, não se toleram. Como podemos amar outra pessoa, se não nos amamos a nós mesmos? 

Mas Deus resolveu amar o homem, a despeito de toda a maldade, inclinação ao pecado, amor às coisas do mundo. Vemos uma tremenda declaração de amor em João 3:16: “Porque Deus AMOU o MUNDO (as pessoas que estão neste mundo) de TAL MANEIRA que DEU seu FILHO UNIGÊNITO, para que TODO aquele que NELE CRÊ NÃO PEREÇA, mas TENHA A VIDA ETERNA.

A partir do momento que Efésios 5:25 se tornar uma realidade, veremos o reflexo desse relacionamento transformado na Igreja como um todo e a partir daí veremos mudanças reais. Aí então poderemos nos alegrar quando chegar o momento narrado em Apocalipse 19:7: as bodas  (o casamento) do Cordeiro.

Comece a mudança dentro da sua casa. Não espere que sua esposa mude, mude você primeiro sua atitude. Decida amar. Respeite-a. Trate-a bem. Seja amável. Dirija-lhe palavras doces. Não grite nem seja intolerante. Dialogue. Surpreenda-a. Dê-lhe seu apoio. A partir daí você verá mudanças da parte dela também, porque toda ação provoca uma reação. Não é bom que o homem esteja só.





Luz do Mundo

16 01 2013

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“…Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.”João 8.12

 

Diz a lenda que o Sol foi convidado para visitar a terra. Os conselheiros disseram: Não vá. A terra é obscura, cheia de becos e lugares escuros. Lá há cavernas e desfiladeiros totalmente sem luz.

O sol não deu ouvidos e concretizou a visita. Voltou convicto e anunciou: Não vi nenhuma destas regiões ou lugares escuros. Aonde eu fui havia luz.

A conclusão deste episódio é fácil de interpretar. Acontece que o Sol tem luz própria e não importa o lugar que esteja, haverá luz.

A luz é de extrema importância e ela participa da vida, e sem ela perecemos.

Jesus ao pronunciar “Eu sou a luz do mundo”, declarou a importância dele em nossas vidas. A luz ilumina os caminhos, dissipa as trevas e nos faz enxergar  tudo como realmente é. As trevas não resistem à luz. Não há lugares ou situações de escuridão que não venham  clarear com a chegada da luz. A luz revela o que é e confirma o que não é. A luz apazigua os corações e nos faz ver a verdade. Jesus nos convida a sermos luzeiros neste mundo. Filipenses 2.15

Quando Saulo de Tarso ia para Damasco e teve um encontro com Jesus, ele viu a luz. “Ao meio dia, ó rei, indo eu  caminho fora, vi uma luz no céu, mais resplandecente que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam comigo…Então eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu  sou Jesus, a quem tu persegues.” Atos 26.13 a 15.

Este momento mudou a vida de Saulo, que andava em trevas perseguindo a Igreja de Jesus. Daí por diante ele passou a ser luz. Por onde ia, refletia a luz de Jesus.

Quando seguimos a Jesus, também somos luz. Não luz independente e isolada, somos reflexos da luz verdadeira e única. Refletimos a luz de     Jesus, caminhando em seus ensinamentos, amando o que deve ser amado e fazendo o que deve ser feito. O mundo não tem luz, precisa ser iluminado.

Quer ser luz? Convide Jesus para iluminá-lo.

Já é luz? Ilumine, faça o mundo ver e reconhecer sua luz.

Fazer o bem é ser luz, amar o próximo é ser luz, obedecer a Palavra de Deus é ser luz, ser honesto é  ser luz, estender as mãos aos necessitados é ser luz.

Nenhuma treva prevalecerá onde houver luz.

“Desperta, ó tu que dorme, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará.”Efésios 5.14.

Deus é bom!

Pr Paulo Marcio de M. Cirelli   –   06.01.2013





Os números de 2012

30 12 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

4,329 films were submitted to the 2012 Cannes Film Festival. This blog had 50.000 views in 2012. If each view were a film, this blog would power 12 Film Festivals

Clique aqui para ver o relatório completo





Páscoa: Da Escravidão para a Liberdade

8 04 2012

Páscoa (Hebraico: Pessach = passagem)

Imagine-se preso, escravo, trabalhando sem descanso e ainda tendo que conviver com situações que vão contra seus valores, violência, dor, muito sofrimento. Este era o cenário do povo Hebreu no Egito. Por outro lado, tinha Moisés, que depois de fugir do Egito, estava casado, com sua situação estável e tranquilo.

Para os dois casos, Deus tinha um propósito que era libertá-los da terra onde viviam e levá-los para um lugar ainda muito melhor. Então Moisés, instruído por Deus, vai e anuncia tudo o que está para acontecer, sendo que o último acontecimento exigia obediência do povo, para sacrificar um cordeiro e passar o sangue nas portas (Êxodo 12:7), para que fossem livres da morte que passaria pelo Egito aquela noite. E ainda, deveriam comer o cordeiro apressadamente, preparados para sair, correr, fugir daquele lugar – esta era a páscoa do Senhor (Êxodo 12:11).

Havia a necessidade do sangue de um cordeiro, o sangue do cordeiro era o sinal para que Deus livrasse da morte. O povo obedeceu, fez conforme anunciado e instruído e foi livre da escravidão e da morte.

Em João 1:29, vemos quem é o Cordeiro: “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.

No livro de Isaías 53 diz que todos nós nos desviamos, mas Ele, Jesus, como um cordeiro foi levado para o matadouro, para pagar o preço da nossa iniquidade.

O mais importante, Ele, Jesus não ficou na morte, mas ressuscitou, está vivo e chamando para sairmos da escravidão do pecado.

Quando Jesus foi cear com seus discípulos (a última ceia), Ele diz: “Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes de sofrer”. – Lucas 22:15.

Hoje o sangue do Cordeiro já foi derramado para que possamos ser livres da morte e da escravidão do pecado, não há necessidade de outros sacrifícios. E também não precisamos passar este sangue nas portas, mas devemos nos lavar nele, no sentido de querê-Lo.

Jesus deseja ansiosamente estar conosco e nos libertar da escravidão.

Assim como no Egito, hoje é anunciado, há necessidade de atitude de obediência e há urgência – Essa é a páscoa do Senhor!

Glória a Deus, porque Jesus vive! E esse mesmo Jesus quer nos dar vida nova, e em abundância!
Feliz Pessach!

Assista esse vídeo de 1 minuto e meio: Estou Vivo (I’m alive) – One Time Blind

http://www.youtube.com/watch?v=1g2-B39jmTI


Postado por Marcelo e Ciça no Grandes Coisas Faz o Senhor em 4/08/2012 11:13:00 AM





Onde está o seu poço?

23 10 2011

Hagar e Ismael

Gênesis 21

1 ¶ E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha prometido.
2 E concebeu Sara, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha falado.
3 E Abraão pôs no filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, o nome de Isaque.
4 E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado.
5 E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque seu filho.
6 E disse Sara: Deus me tem feito riso; todo aquele que o ouvir se rirá comigo.
7 Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos? Pois lhe dei um filho na sua velhice.
8 E cresceu o menino, e foi desmamado; então Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.
9 ¶ E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, o qual tinha dado a Abraão, zombava.
10 E disse a Abraão: Ponha fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com Isaque, meu filho.
11 E pareceu esta palavra muito má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho.
12 Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência.
13 Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua descendência.
14 ¶ Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.
15 E consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores.
16 E foi assentar-se em frente, afastando-se à distância de um tiro de arco; porque dizia: Que eu não veja morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.
17 E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Agar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está.
18 Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação.
19 E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino.
20 E era Deus com o menino, que cresceu; e habitou no deserto, e foi flecheiro.
21 E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito.

Há momentos na vida em que as coisas vão de mal a pior. Parece que Deus não ouve nossa oração, não vê nossa aflição. Esta não era a primeira vez que Hagar e Sara tiveram problemas. Se retornarmos ao capítulo 16 de Gênesis, lemos:

Gênesis 16

1 ¶ Ora Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar.
2 E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.
3 Assim tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã.
4 ¶ E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.
5 Então disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti; minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos; o SENHOR julgue entre mim e ti.
6 E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face.
7 ¶ E o anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur.
8 E disse: Agar, serva de Sarai, donde vens, e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai minha senhora.
9 Então lhe disse o anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo de suas mãos.
10 ¶ Disse-lhe mais o anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, que não será contada, por numerosa que será.
11 Disse-lhe também o anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e darás à luz um filho, e chamarás o seu nome Ismael; porquanto o SENHOR ouviu a tua aflição.
12 E ele será homem feroz, e a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos.
13 E ela chamou o nome do SENHOR, que com ela falava: Tu és Deus que me vê; porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?
14 Por isso se chama aquele poço de Beer-Laai-Rói; eis que está entre Cades e Berede.
15 ¶ E Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que Agar tivera, Ismael.
16 E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu à luz Ismael.

A partir desta passagem, podemos deduzir que:

  • Hagar tinha o temor do Senhor, pois quando o anjo lhe falou, ela obedeceu;
  • Deus deu uma promessa a ela, dizendo que multiplicaria a sua descendência;
  • Essa experiência com Deus foi tão forte que Hagar deu ao seu filho o nome que o anjo lhe havia falado.

Segundo a tradição judaica, Hagar era filha do faraó que havia tomado Sara por esposa no Egito e que havia sido dada a Abraão como parte do pagamento que o faraó fez, pensando que Sara fosse sua irmã. Quando Hagar engravidou, ela começou a ter uma atitude imprópria, que foi menosprezar Sara, despertando sua ira. Sara então a afligiu, judiou mesmo, ao ponto de Hagar fugir para o deserto.

Treze a catorze anos depois desse episódio, com o nascimento de Isaac, Ismael começa a zombar do garoto e reacende em Sara aquela bronca antiga. Sara então pede (quase que ordena) a Abraão que despeça Hagar, mande-a embora dali.

Abraão era pai, tanto de Ismael como de Isaac, e não queria ter seu filho longe de si. Em Gênesis 21:11 vemos que essa palavra de Sara pareceu-lhe muito má.

Entretanto, no versículo 12, Deus reafirma a promessa que havia feito a Hagar anos antes próximo àquele poço e, na manhã seguinte, ele toma uma atitude no mínimo estranha: Ele manda Hagar e o menino para o deserto, com apenas um odre de água e um pouco de pão.

Já ouvi alguns pregadores inadvertidamente dizerem que Abraão mandou Hagar e Ismael para o deserto para morrerem lá. Não é verdade.

Abraão tinha um relacionamento com Deus, fruto de uma experiência sólida. Ele havia recebido a promessa que Deus fizera 25 anos antes, a respeito do nascimento de Isaac, num momento em que, aos olhos humanos, era impossível. A Palavra de Deus diz que o mesmo poder que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos havia ressuscitado os órgãos reprodutores de Abraão – e obviamente de Sara também, pois na idade em que ela concebeu, seria humanamente impossível. Abraaão conhecia o poder de uma promessa. E quando Deus disse, no versículo 13, que faria de Ismael uma grande nação, ele sabia que Deus cuidaria a partir dali e que ele não precisaria se preocupar. Essa foi a razão de tê-los despedido com tão poucas provisões.

A Bíblia diz que Hagar saiu dali e caminhou errante. Quantas vezes nos vemos em uma situação onde ficamos totalmente desnorteados, sem rumo. É um diagnóstico médico desfavorável. É uma demissão em um momento que não estávamos preparados. É um imprevisto que acontece, um acidente em uma estrada, ação de homens maus que roubam aquilo que julgávamos ser imprescindível para aquele momento. Ficamos sem rumo.

Caminhando errante, acabaram-se todos os recursos de Hagar. Ficou sem água, sem comida. Sem esperança. Deixou seu filho agonizante longe de si, pois não suportava ver o próprio filho morrer. Parecia ser o fim. Quantas vezes enfrentamos situações que pareciam ser o fim?

Mas, justamente nesse momento em que não há mais esperança, não há mais forças, nem possibilidades, algo acontece. No versículo 17 vemos que Deus ouviu o menino. E aí o sobrenatural interfere. O anjo do Senhor bradou do alto céu. Pode parecer estranha a pergunta que ele faz a Hagar: “Que tens, Hagar?”. Hagar poderia ter pensado: “Como assim, o que eu tenho? Meu filho está quase morrendo, depois é a minha vez, e ele pergunta o que eu tenho?”. Foi nesse momento que o anjo dá uma ordem, e logo em seguida relembra a Hagar da promessa feita a ela quando ela estava no deserto, fugindo de Sara. Essa ordem foi muito clara e objetiva: “Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão”.

Meu irmão, minha irmão, meus amigos – Deus tem uma promessa em sua vida. Não fique prostrado, ERGUE-TE, levanta-te. Não permita que o desespero tome conta de você. Sabe o que aconteceu depois que Hagar se ergueu e tomou o menino pelas mãos? Deus abriu-lhe os olhos e ela viu o poço. O POÇO ESTAVA LÁ O TEMPO TODO, MAS ELA NÃO CONSEGUIA VÊ-LO POR CAUSA DO DESESPERO, POR ACHAR QUE NÃO HAVIA MAIS SAÍDA. O desespero tem esse poder hipnótico – não conseguimos enxergar o escape bem na nossa frente, porque ele fecha a nossa mente no problema. Ao ficarmos prostrados, nosso foco está no problema. Ao nos erguermos, nosso foco está na solução!

No versículo 20 vemos uma mudança completa de atitude: aquele lugar que quase os matou agora virou sua habitação. Eles domaram o deserto. Ao invés de fugir dele, eles resolveram viver ali.

Qual é a situação que lhe aflige? Saiba que Deus ouve a sua oração. Ele tem promessas na sua vida. Não fique prostrado, mas levante-se e deixe que Deus abra seus olhos para que você enxergue o seu poço. E essa mesma situação que o aflige será domada por você e você poderá ajudar outras pessoas que se encontram nela.





Cuidado com os burros motivados – entrevista de Roberto Shinyashiki à revista “Isto é”

8 07 2011

Decidi publicar esta entrevista por se tratar de um alerta aos rumos que a sociedade tomou, uma análise feita por alguém que não professa a fé cristã, mas que serve para abrir nossos olhos, para que possamos mudar enquanto é tempo.

Desejo aos leitores uma boa reflexão.

Por: Camilo Vannuchi

Em Heróis de verdade, o escritor Roberto Shinyashiki combate a supervalorização da aparência e diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima

Observador contumaz das manias humanas, Roberto Shinyashiki está cansado dos jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias. Nas entrevistas de emprego, por exemplo, os candidatos repetem o que imaginam que deve ser dito. Num teatro constante, são todos felizes, motivados, corretos, embora muitas vezes pequem na competência. Dizem-se perfeccionistas: ninguém comete falhas, ninguém erra. Como Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa) em Poema em linha reta, o psiquiatra não compartilha da síndrome de super-heróis. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada na vida (…) Toda a gente que eu conheço e que fala comigo nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe”, dizem os versos que o inspiraram a escrever Heróis de verdade (Editora Gente, 168 págs., R$ 25). Farto de semideuses, Roberto Shinyashiki faz soar seu alerta por uma mudança de atitude. “O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras.”

ISTOÉ – Quem são os heróis de verdade?
Roberto Shinyashiki – Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa
de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado,
viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso
é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que
não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão
de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que
não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida,
e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉ – O sr. citaria exemplos?
Shinyashiki – Dona Zilda Arns, que não vai a determinados programas de tevê nem aparece de Cartier, mas está salvando milhões de pessoas. Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉ – Qual o resultado disso?
Shinyashiki – Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ – Por quê?
Shinyashiki – O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ – Há um script estabelecido?
Shinyashiki – Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um presidente
de multinacional no programa O aprendiz? “Qual é seu defeito?” Todos
respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: “Eu mergulho de
cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.” É exatamente o que o chefe
quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado
ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma
forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: “Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir.” Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ – Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki – Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

“Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o grande objetivo de vida se tornou parecer ”

ISTOÉ – Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki – Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parece que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ – Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki – Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: “Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham.” Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ – O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki – Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉ – É comum colocar a culpa nos outros?
Shinyashiki – Sim. Há uma tendência a reclamar, dar desculpas e acusar alguém. Eu vejo as pessoas escondendo suas humanidades. Todas as empresas definem uma meta de crescimento no começo do ano. O presidente estabelece que a meta
é crescer 15%, mas, se perguntar a ele em que está baseada essa expectativa, ele não vai saber responder. Ele estabelece um valor aleatoriamente, os diretores fingem que é factível e os vendedores já partem do princípio de que a meta não será cumprida e passam a buscar explicações para, no final do ano, justificar. A maioria das metas estabelecidas no Brasil não leva em conta a evolução do setor. É uma chutação total.

ISTOÉ – Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki – Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: “Quem decidiu publicar esse livro?” Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki – O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

“O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal”

ISTOÉ – Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki – A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: “Você tem de estar feliz todos os dias.” A terceira é: “Você tem que comprar tudo o que puder.” O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: “Você tem de fazer as coisas do jeito certo.” Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você precisa ser feliz tomando sorvete, levando os filhos para brincar.

ISTOÉ – O sr. visita mestres na Índia com freqüência. Há alguma parábola que o sr. aprendeu com eles que o ajude a agir?
Shinyashiki – Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um
hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero ser feliz.” Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora
da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis. Uma história que aprendi na Índia me ensinou muito. O sujeito fugia de um urso e caiu em um barranco. Conseguiu se pendurar em algumas raízes. O urso tentava pegá-lo. Embaixo, onças pulavam para agarrar seu pé. No maior sufoco, o sujeito olha para
o lado e vê um arbusto com um morango. Ele pega o morango, admira sua beleza
e o saboreia. Cada vez mais nós temos ursos e onças à nossa volta. Mas é preciso comer os morangos.





O Nome de Jesus

8 07 2011
1 Corintios 6:11 – LER
Texto explicativo
O texto acima fala sobre o ser “lavado”, “santificado” e “justificado”.
Todo o conteúdo deste texto está centrado no Nome de Jesus e no Espírito de nosso Deus.
Isso indica que o nome de Jesus nos foi dado para que sejamos lavados, santificados e justificados.
Examinei 1 Corintios uma e outra vez por muitos anos sem ver o seu ponto central que é:
“no nome” e “pelo Espírito”.
O nome está estreitamente relacionado com a Pessoa e com o Espírito.
Se o nome do Jesus fosse um nome vazio, como ele poderia lavar-nos?
Como ele poderia santificar-nos e como poderia  justificar-nos?
Seria impossível.
Não obstante, este nome está ligado ao Espírito.
O Espírito é a Pessoa que dá realidade a esse Nome.
Portanto, o nome pode nos lavar, nos santificar e nos justificar.
O Espírito é um com o nome. Jesus é o nome do Senhor, e o Espírito é Sua Pessoa.
Quando invocamos o nome de Jesus, o resultado é que Ele vem a nós.
O nome sempre traz a própria pessoa.
O nome do Jesus está ligado com a Pessoa que nos lava, santifica e justifica.
Quando cremos no nome de Jesus e somos postos neste nome, somos introduzidos em uma Pessoa viva, isto é, no Espírito Santo, Aquele que nos lava, santifica e justifica.
Irmãos e irmãs, no inicio da era da igreja os cristãos costumavam invocar o nome do Senhor em todo tempo e lugar.
Isto não era uma doutrina vazia.
Eles faziam isso porque, de fato, invocar o nome do Senhor faz com que sejamos lavados, santificados e justificados.
O nome do Senhor nos traz a Sua própria Pessoa a nós.
O resultado de sermos lavados, santificados e justificados é que ficamos cheio de alegria, cheios de contentamento no Senhor Jesus.
Em nome de Jesus seja abençoado neste dia
Extraído
Moisés Zanca