Páscoa – Um dia para celebrar a nossa vitóra!

22 04 2011

Neste curto vídeo, o evangelho é transmitido de uma forma rápida e moderna.

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Os números de 2010

2 01 2011

Os analistas das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog está em brasa!.

Números apetitosos

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Um navio de carga médio pode transportar cerca de 4.500 contentores. Este blog foi visitado 14,000 vezes em 2010. Se cada visita fosse um contentor, o seu blog enchia cerca de 3 navios.

Em 2010, escreveu 6 novos artigos, aumentando o arquivo total do seu blog para 20 artigos. Fez upload de 2 imagens, ocupando um total de 700kb.

O seu dia mais ativo do ano foi 8 de outubro com 107 visitas. O artigo mais popular desse dia foi Lo Debar não é mais o seu lugar!.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram search.conduit.com, google.com.br, search.babylon.com, search.alot.com e linkedin.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por lodebar, lo-debar, lo debar, lodebar nunca mais e bussola

Atrações em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Lo Debar não é mais o seu lugar! maio, 2009
14 comentários

2

O Tabernáculo julho, 2009
5 comentários

3

O Euro-Aquilão maio, 2009
8 comentários

4

Lo Debar não é mais o seu lugar! junho, 2009
2 comentários

5

Tamar: uma mulher que não abriu mão de seus direitos. junho, 2009





Recomeço, uma questão de Desafios (Neemias 3:14)

3 12 2010
É interessante como as pessoas, muitas vezes preguiçosas, se apoiam na oração, utilizando-a como muletas, porque não querem trabalhar, se dedicar, correr atrás, principalmente das coisas que demandam maior esforço. Elas ficam acomodadas dizendo que estão em oração “esperando a vontade de Deus”.
Recomeçar é sempre difícil, ou no mínimo desafiador. Há situações de recomeço que são ainda piores, por exemplo, quando o indivíduo teve alguma experiência muito ruim sobre aquele assunto que ele até pretende recomeçar. A ideia não é encarar o recomeço como um bicho de sete cabeças, mas sim como um grande desafio que pode trazer grandes contribuições para a vida. É Isso que Neemias faz! Contudo, não o faz sem ponderar alguns passos relevantes.

1. Dedique-se à obra (Neemias 4:6)
“Nesse meio tempo fomos reconstruin­do o muro, até que em toda a sua extensão chegamos à metade da sua altura, pois o povo estava totalmente dedicado ao trabalho.”

Sem dedicação na há recomeço, seja lá em que área for. Mesmo diante dos ataques, Neemias e seus homens não esmorecem. As afrontas, as provocações, têm como resposta muita seriedade, compromisso e dedicação. O povo não desiste; muito pelo contrário, ele se dedica de maneira tal que o muro, em toda a sua extensão, é construído pela metade.

Neemias juntamente com seus ajudantes estavam recomeçando uma grande obra. A probabilidade, portanto, de enfrentarem grandes desafios era previsível. Ninguém que se dispõe a realizar uma obra, ainda mais se esta é divina, ficará isento de grandes dificuldades. Estas, contudo, devem ser vistas apenas como um desafio a mais além da obra a ser efetuada, ou seja, a obra a ser desenvolvida é um desafio e as dificuldades, inerentes a ela, são outros.

Muitas vezes nós mesmos colocamos empecilhos para que não haja um recomeço; quando não, fazemos dos desafios barreiras intransponíveis. Os oponentes, por exemplo, são uma delas.

2. Saiba lidar com os oponentes (Neemias 4:1,2,8,11)
” … E os nossos inimigos diziam: antes que descubram qualquer coisa ou nos vejam, estaremos bem ali no meio deles; vamos matá-los e acabar com o trabalho deles”.

Era válida a tentativa de abrir o ataque com uma bagagem de palavras. É a arma, haja vista, mais antiga do inimigo, e na forma de ridicularização não precisa de munições baseadas nos fatos; nem sequer de argumento. Nesta ocasião, o ataque – “o que aqueles frágeis judeus estão fazendo?” – ofendeu a moral, contudo não a subverteu nem causou indecisão, apenas indignação, pois estava bem fundamentada (KIDNER: 1985, p. 22).

Via de regra um recomeço sempre traz consigo seus oponentes. Saber lidar com eles é, sem dúvida, um dos grandes desafios para quem deseja recomeçar algo na vida. A questão nem sempre é quem são seus opositores, mas sim como se lida com a sua oposição ferrenha. Não há uma receitinha básica para isso, porém o livro de Neemias oferece-nos algumas instruções, a saber, a dependência de Deus e a dedicação, como grandes ferramentas na luta contra a oposição. Veja:

3. Ore e aja (Neemias 4:9,13,14)
“Mas nós oramos ao nosso Deus e colocamos guardas de dia e de noite para nos proteger deles. Por isso posicionei alguns do povo atrás dos pontos mais baixos do muro, nos lugares abertos, divididos por famílias, armados de espadas, lanças e arcos …”

A declaração célebre: “…nós oramos ao nosso Deus e colocamos guardas…”, reflete com exatidão a fé de Neemias. A associação entre o céu e a terra, de confiança e de boa organização, é tomada por certo como sendo algo de normal e harmonioso; e a ordem de precedência entre eles não é mera formalidade; como se Neemias tivesse em mente a necessidade de orar e clamar a Deus pelo bom andamento do trabalho, sem todavia deixar de botar a mão na massa; nesse caso ter seus homens trabalhando e preparados para a batalha, caso fosse necessário.

É interessante como as pessoas, muitas vezes preguiçosas, se apoiam na oração, utilizando-a como muletas, porque não querem trabalhar, se dedicar, correr atrás, principalmente das coisas que demandam maior esforço. Elas ficam acomodadas dizendo que estão em oração “esperando a vontade de Deus”, uma justificativa espiritual para quem não quer enfrentar os desafios de um recomeço. Não que a oração deva ser ignorada, muito pelo contrário, todavia ela deve ser acompanhada de ação, isto é, preparação, trabalho e muita dedicação. É o que nos mostra o texto em questão.

Deus abençoe as nossas vidas e faça de nós pessoas que encaram os desafios da vida.

Pastor Renato (1ª Igreja Evangélica Irmãos Menonitas do Jabaquara)





Reconstrução – Neemias 1:4-11

15 11 2010
Reconstrução (Neemias 1:4-11)
Vez por outra as pessoas perdem o foco daquilo que estipularam para realizar ao longo de suas vidas. O problema com esta perda é que muitas vezes fica difícil retornar de onde se parou. As pessoas e coisas externas, quando nos tiram do foco, deixam-nos numa situação geralmente desconcertante.

Neemias emerge, neste livro que leva o seu nome, como um líder exemplar, pois coordenou e levou adiante uma grande construção, apesar das adversidades iminentes.

Gostaria de pensar no tema reconstrução não apenas no âmbito mais restrito da palavra, mas sim em termos mais amplos, por exemplo: reconstrução de uma vida espiritual, de uma família, de um casamento, da vida sentimental, profissional, da saúde etc. Em todas essas áreas, que nem sempre têm a ver com reconstruir, é possível iniciar um processo de reconstrução. Contudo, há algumas práticas essenciais que devemos desenvolver para tanto. Vejamos:

1. Saiba o que quer (2:4,5)
“O rei me disse: O que você gostaria de pedir? Então orei ao Deus dos céus, e respondi ao rei: Se for do agrado do rei e se o seu servo puder contar com a sua benevolência, que ele me deixe ir à cidade onde meus pais estão enterrados, em Judá, para que eu possa reconstruí-la.”

Neemias resolvera declarar-se: “… Faze com que hoje este teu servo seja bem sucedido, concedendo-lhe a benevolência deste homem” (1:11). Pode até ter resolvido precipitar a pergunta ao permitir que seus sentimentos se tornassem óbvios. Agora chegara o momento, e se não o manejasse corretamente, não haveria outro. O assunto é introduzido de modo sensível.

Neemias assim como Ester, tinha a sabedoria de apresentar o assunto primeiramente como notícias de um golpe pessoal, não como uma questão política. Ele não menciona Jerusalém por nome; talvez desejasse despertar a compaixão do rei ao ressaltar, em primeiro lugar, a profanação dos túmulos ancestrais, “…Como não estaria triste o meu rosto, se a cidade em que estão sepultados os meus pais está em ruínas, e as suas portas foram destruídas pelo fogo?” (2:4)

É impressionante o fato de, muitas vezes, as pessoas não saberem o que quer. Às vezes, elas falam, falam, e não tornam claro aquilo que realmente quer. Quando não se sabe o que deseja, também não se sabe aonde quer chegar. A ausência do conhecimento sobre o que se quer na vida profissional, cristã, familiar, sentimental e em outras áreas, pode se chamar de falta de foco. Quando não se tem foco, fica difícil saber aonde se pretende chegar; consequentemente, “atira-se” para todos os lados.

Neemias sabia muito bem o que precisava naquela ocasião. Seu alvo era conseguir a autorização do rei para ir até Jerusalém construir os muros. Percebe-se, desde a sua primeira conversa com o rei, que ele já tinha em mente seu alvo.

Qual tem sido o seu alvo para os diversos vieses da vida? Quem não tem conhecimento do local em que pretende chegar, qualquer lugar serve. Eu imagino que você não pretende ir para um canto qualquer, não é mesmo? Portanto, quero desafiá-lo a seguir o exemplo de Neemias; um homem que tinha muito claro em sua mente qual era o seu alvo.

2. Mantenha o foco (6:1-9)
“Sambalate e Gesém mandaram-me a seguinte mensagem: Venha, vamos nos encontrar num dos povoados a da planície de Ono. Eles, contudo, estavam tramando fazer-me mal; por isso enviei-lhes mensagei­ros com esta resposta: “Estou executando um grande projeto e não posso descer. Por que parar a obra para ir encontrar-me com vocês?”

As obras de defesa já tinham chegado àquela etapa crucial, perto do seu término, em que tudo ainda poderia ser perdido ou logo ganho. Os portais vazios era a única esperança dos inimigos de ganharem a vantagem sem propriamente montar um cerco, que estaria fora de cogitação contra outros súditos da Pérsia. Já na quarta vez de enviar o pedido (6:4), Sambalate deve ter reconhecido que sua ansiedade estava começando a revelar-se. Sua mudança de tática, o envio de uma carta aberta (6:5,6), era uma garantia de que os boatos maliciosos que continham se tornariam, mais cedo ou mais tarde, de domínio público, que Neemias reconheceria este fato (Kidner: 108).

A resposta brusca de Neemias talvez pareça muito altiva diante de um convite razoável, mas ele discerniu corretamente a insinceridade dos inimigos. Não se deixou distrair por questões que desviariam suas energias da reconstrução dos muros de Jerusalém.

Vez por outra as pessoas perdem o foco daquilo que estipularam para realizar ao longo de suas vidas. O problema com esta perda é que muitas vezes fica difícil retornar de onde se parou. As pessoas e coisas externas, quando nos tiram do foco, deixam-nos numa situação geralmente desconcertante, de modo que para nos centrarmos novamente dá o maior trabalho.

Neemias, por teu um alvo, estava com o seu foco nele, de modo que as várias propostas feitas por seus opositores não alcançaram êxito. Em outras palavras ele afirmou que não podia deixar de lado sua responsabilidade para resolver outras questões. Isso sim é foco! É claro que ele, como afirma o texto, percebeu que seus oponentes estavam tramando contra ele e seus auxiliares, o que, certamente, o motivou mais ainda para não perder o foco.

Faça como o grande empreendedor Neemias, afine-se com Deus para perceber tudo aquilo que tenta tirar-lhe do foco e seja determinado para dizer não às propostas, muitas vezes atraentes, que têm como objetivo mudar o seu rumo.

3. A obra é divina (2:8; 4:15,20)
“Visto que a bondosa mão de Deus estava sobre mim, o rei atendeu os meus pedidos. (…) Quando os nossos inimigos descobri­ram que sabíamos de tudo e que Deus tinha frustrado a sua trama, todos nós voltamos para o muro, cada um para o seu trabalho. Do lugar de onde ouvirem o som da trombeta, juntem-se a nós ali. Nosso Deus lutará por nós!”

Se ficamos impressionados com o realismo e a coragem destes pedidos (2:7,8), o rei possivelmente também ficou. Qualquer atitude vaga a esta altura teria demonstrado que o projeto era um mero sonho ou impulso repentino; Neemias, porém, orara por tempo suficiente (1:4-11) e tivera muita fé para visualizar e realizar a obra com todos os seu detalhes. Mas o fator decisivo, conforme reconhecia, não era a sua fé, todavia o objeto dela; o Deus que era seu Deus, cuja boa – isto é graciosa – mão estava sobre ele (2:18).

Creio que muitos de nós já deixamos de lado alguma obra (algum afazer de modo geral) que começamos, por achar que não éramos capazes de desenvolvê-la. Talvez até tivéssemos estabelecido o nosso alvo, mantido o foco, mas em algum momento faltou acreditar que Deus estava no negócio e, como conseqüência, o alvo não foi atingido. Isso já aconteceu com você?

Penso que a lição que aprendemos não é apenas a de buscar a Deus para definir um alvo e manter o foco, a fim de atingi-lo, mas sim a lição de que a obra que vamos desenvolver (alvo), uma vez que nos foi dada por Deus, é dele; portanto, em todos os momentos, tal como Neemias, podemos e devemos contar com o seu auxílio.

Deus abençoe a todos nós.

Pastor Renato (1ª Igreja Evangélica Irmãos Menonitas do Jabaquara).





A dinâmica de Jesus

11 09 2010
A dinâmica de Jesus (Mateus 9:35-38)
Faltava ao povo consolo e confiança, fé, amor e esperança. Entretanto, isso a maioria não via. O imitador de Cristo, contudo, precisa ter esse feeling. Não se trata de sentir dó ou pena das pessoas ao seu redor, mas sim compaixão, o que é bem diferente.

Geralmente as reflexões que ouvimos fundamentadas neste texto estão relacionadas com missões. O pedido de Jesus para que mais pessoas possam botar a mão na massa e sair anunciando as boas novas da salvação em Cristo. Pretendo, com essa meditação, ressaltar esta necessidade também, porém gostaria de me aprofundar um pouco mais no primeiro versículo. Nele vemos, por exemplo, quatro verbos (que em algumas traduções eles estão no gerúndio) que nitidamente mostram as ações de Jesus, ou seja, a sua dinâmica, o seu movimento.

Olhando para o texto sob essa perspectiva, gostaria de considerar as ações que fazem parte da dinâmica do Mestre.

1. O movimento (v.35)
“Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças.”

a) caminhava pela região
“Jesus ia passando por todas as cidades e povoados…”

Ele procurava as pessoas lá onde estavam em casa. Em todas as cidades e aldeias há pessoas em casa. Jesus não espera que as pessoas venham a ele (como era o caso de João Batista), contudo vai até elas e as procura, por mais estranhos e escondidos que possam ser em seus hábitos . Ele realiza “visitas domiciliares”, como diríamos hoje. Samuel Keller afirmou certa vez: “A chave para as almas das pessoas está pendurada em sua casa. Por isso é necessário ir até elas, procurá-las em sua vida cotidiana em suas aflições, em suas doenças, em sua solidão.”

Quando adentramos a casa de alguém, estamos explorando, ainda que de forma pequena, a intimidade do indivíduo. Estamos passando a conhecer o seu espaço. Muitas vezes o local onde ela faz as suas refeições, a cama onde ela se deita, o banheiro onde ela faz a sua higiene etc. Era isso que Jesus fazia; ele adentrava a casa das pessoas e posteriormente, com seus ensinamentos , penetrava seus corações. Uma estratégia razoavelmente simples.

b) ensinava
“…ensinando nas sinagogas…”

Ensinar refere-se à instrução dada ao povo (exploração da Palavra de Deus), e também a uma controvérsia aos ensinamentos proclamados pelos fariseus e escribas. O objetivo é que o povo seja ensinado a partir da autoridade, e não dos “estatutos humanos”. A Palavra poderosa do Bom Pastor é quem iria ressoar nos ouvidos das pessoas. Aliás, de que outra maneira este alcançaria seu rebanho, senão fazendo ressoar a sua voz mansa e serena?

c) evangelizava
“…as boas novas do Reino…”

Ao lado do ensino acontece, como segunda característica o “anúncio”, a proclamação da alegria proveniente do Reino. Quem ouviu esse chamado do arauto, essa proclamação que conduz a uma nova vida, deve saber que está convocado a se tornar cidadão desse Reino, o qual existirá de eternidade a eternidade. Você consegue ouvir a mensagem de boas notícias proferida por Jesus? Se sim, quero incentivá-lo a render-se a ela. Se não, atente para aquilo que o Mestre está falando.

d) curava
“…todas as enfermidades e doenças.”

Doenças e sofrimentos de todos os tipos, empobrecimento econômico e domínio estrangeiro nem sequer eram os males piores. O mais terrível era que o povo estava enfermo da alma. Ensino e proclamação são acompanhados da ação simultânea. Pois o reino está em “vigor”. Quando o Senhor diz a sua palavra, caem as amarras do pecado, os castelos de mâmon, as fortalezas da doença, os laços da morte; a alma é curada, o coração é transformado e o caráter mudado.

Jesus nos proíbe deixar de lado a grande miséria física, social, e econômica das multidões, como se não tivéssemos nada a ver com ela, como se fosse possível ouvir e aceitar o evangelho do Reino de modo desligado dela. Cristo não nos permite considerar essa miséria como algo sancionado por Deus. Pelo contrário, ela faz parte da realidade sem Deus (não que aqueles que entregam suas vidas a Jesus não passam por situações adversas) à qual fomos incumbidos de penetrar como sal e luz (Mateus 5:13,14).

2. O sentimento (v.36)
“Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.”

Do versículo 35 ao 36 acontece uma mudança na nar ração de Mateus. Numa comovente figura sobre seus sentimentos, Jesus nos mostra sua sincera compaixão para com o povo. Ele viu o povo, mais que isso, ele o enxergou. Nem todos veem. Outros veem, mas não enxergam. O poeta romano Horácio dizia: “Odeio o povo simples e mantenho-me longe dele.” Os fariseus afirmavam: “…essa ralé (se referindo ao povo) que nada entende da lei é maldita.” (João 7:49). Jesus, no entanto, viu o povo e tinha compaixão dele. Essa compaixão profunda fazia com que o seu coração se retorcesse em seu corpo, tal como acontece na parábola do filho pródigo no evangelho de Lucas 15:20 (conforme afirma Fritz Rienecker no livro Evangelho de Mateus).

Faltava ao povo consolo e confiança, fé, amor e esperança. Entretanto, isso a maioria não via. O imitador de Cristo, contudo, precisa ter esse feeling. Não se trata de sentir dó ou pena das pessoas ao seu redor, mas sim compaixão, o que é bem diferente. Ao sentir dó ou pena, nos colocamos acima do indivíduo e olhamos para ele de cima para baixo, isto é, com desprezo. Todavia, ao sentir compaixão tomamos o seu lugar. Percebemos que o que acontece com ele poderia também ocorrer conosco.

3. A percepção (v.37)
“Então disse aos seus discípulos: ‘A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos.’”

É de uma certa esperança que fala o versículo 37. O tempo de angústia é na verdade é na verdade o período anterior à colheita. Justamente por ser tão grande a miséria, o campo está maduro para a safra. O olhar do Salvador constata: “A colheita é grande…” Cristo o diz para o seu povo e para todos os povos. Afirma-o naquele tempo e hoje. É tempo de colheita porque a promessa de Deus se cumpriu e o Messias veio.

“A própria safra é figura recorrente para o juízo vindouro. Inversamente, porém quando a Palavra de Deus é poderosamente anunciada, já agora são feitas decisões do juízo final. Na posição diante de Jesus, de fato já agora se decidem vida e morte, salvação e condenação”, comenta Fritz.

O pensamento de Jesus exterioriza-se numa emoção forte e profunda, num contraste impactante. Ao erguer os olhos para o Deus o Pai, profere a sentença: A colheita é grande e está madura. Ao olhar em profundidade para a humanidade, surge o lamento sobre o rebanho exausto e prostrado e a falta de operários para a safra. Daí, então, é que vem:

4. O clamor (v.38)
‘Peçam, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita’”.

A tensão e a profunda emoção do coração é solucionada pela oração; a oração séria e persistente: “Roguem ao Senhor da colheita que lance para fora operários na sua colheita”, como diz o texto no original.

No tempo de safra o proprietário procura, além dos seus auxiliares permanentes, ainda trabalhadores especiais, para jogá-los na sua colheita, assim como um general lança suas forcas de reserva na batalha decisiva. Há grande necessidade de discípulos de Jesus, impelidos pelo espírito de Deus, plenos de uma fé firme, animados por um amor sagrado, dotados do olhar de Jesus, a saber, o olhar da compaixão e da esperança, que queiram ajudar na construção do reino de Deus. Precisam saber-se vocacionados pelo próprio Deus. Somente ele pode dar essas pessoas. Ele as dá quando se ora por elas. São frutos de muitas orações. É maravilhoso, e ao mesmo tempo assustador, o quanto Deus coloca em nossas mãos as responsabilidades! Até o emprego de seus colaboradores – “Roguem , pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores…” – a intercessão autêntica realiza obras grandes no reino de Deus. Abre corações, bocas e mãos para a gratidão e o serviço. Impulsiona-nos para a missão e o serviço em geral. Ela, ainda, nos dá a palavra certa e a ação correta (conforme Munchmeyer).

Clame ao Senhor, ele jamais fará ouvidos moucos para o seu clamor.

Deus abençoe a todos.

Pastor Renato (1ª Igreja Evangélica Irmãos Menonitas do Jabaquara).





Igreja, a família de Deus [Gálatas 6:10]

29 01 2010

Pensemos em uma família. Como ela é? Duvido que alguém diga: “somos uma família porque almoçamos e jantamos juntos. O alimento que ingerimos é sempre muito bem preparado, nutritivo e servido na hora certa. Gostamos muito de fazer nossas refeições em conjunto, portanto, somos uma família.” Não! Isso, apenas, não constitui uma família. Uma família existe por muitos outros motivos mais importantes.

A igreja é o ambiente onde os membros da família de Deus recebem estímulos para se desenvolver espiritualmente e para aprender mais verdades, com a finalidade de se exercitarem na caminhada cristã. Por isso, precisamos considerar a relevância do que nos une em Cristo. Como por exemplo:

1. Ele mudou nosso passado (Efésios 2:11,12)
“Portanto, lembrem-se de que anteriormente vocês eram gentios por nascimento
e chamados incircuncisão pelos que se chamam circuncisão, feita no corpo e por
mãos humanas, e que naquela época vocês estavam sem Cristo, separados da comunidade de Israel, sendo estrangeiros quanto às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo.”

Estávamos mortos em nossos delitos e pecados, como escreve o apóstolo na primeira seção de Efésios 2. Tal como os gentios, nos encontrávamos sem esperança e sem Deus no mundo. Vivíamos alienados do Senhor e de seu povo; pior, havia em nosso coração uma inimizade de modo que nos rebelávamos contra a autoridade do Altíssimo, e conhecíamos pouco ou nada acerca da verdadeira família divina.

Antes da conversão não estávamos em Cristo, nem com ele, mas separados dele. Não vislumbrávamos o que vislumbramos hoje por vivermos na presença de Deus e fazer parte de sua família.

Somos conclamados a lembrarmo-nos, e não esquecer nunca, do que éramos antes do amor divino adentrar nossos corações e transformar-nos genuinamente de dentro para fora.

2. Ele reconciliou-nos consigo (Efésios 2:14-16)
“Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de
inimizade, anulando em seu corpo a Lei dos mandamentos expressa em ordenanças. O objetivo dele era criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz e reconciliar com Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruiu a inimizade.”

Sempre existiu uma parede de separação entre judeus e gentios, nós e Deus. Cristo, porém, a derrubou, fazendo de judeus e gentios um único povo e colocando-se como a única ponte entre nós e o Todo Poderoso.

Aquilo que ele efetuou uma vez e para sempre – “no corpo de sua carne, mediante a sua morte” (Colossenses 1:22) – agora realiza no corpo único que é a sua igreja. Foi por intermédio da cruz de Jesus que nos reconciliamos com O Senhor. Quando ele estava morto na cruz, matava e destruía a inimizade existente entre o homem e Deus causada pelo pecado, o qual foi vencido pelo sacrifício maior do Salvador.

Não é suficiente dizer que Cristo nos traz a paz; ele é a nossa paz! À medida que os homens passam a estar nele, e continuam a viver nele, encontram paz com Deus e, dessa forma, também um ponto de encontro com o seu semelhante. Jesus veio com esse propósito, de ser o príncipe da paz, aliás foi assim que os profetas o anunciaram (Isaías 9:6; Miquéias 5:5). Pela cruz foi feita a paz e por meio da igreja – que somos nós – a mensagem da reconciliação é proclamada ao mundo, a fim de que este encontre a verdadeira paz.

Somente através de Cristo é possível encontrar o caminho para o Pai. Por ele, homens pecadores, uma vez reconciliados, podem achegar-se confiantemente ao trono da graça (Hebreus 4:16).

3. Somos membros dessa família (Efésios 2:19)
“Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus.”

Cidadãos dos céus é o que verdadeiramente todos os cristãos são. O apóstolo Paulo exulta muito mais, inclusive, por ser um cidadão desse reino do que por sua própria cidadania romana.

Judeus e gentios, homens de quaisquer raça, cores ou posições, estão juntos na família de Deus. Essa família é apresentada, em Gálatas 4:10, como sendo a família da fé. Tornamo-nos filhos do Altíssimo mediante a fé na pessoa de Cristo Jesus.

As palavras “já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos”, enfatizam o contraste entre a falta de raízes de uma vida fora de Cristo e a estabilidade de fazer parte dessa nova sociedade de Deus, ou seja, a igreja.

Dizem os historiadores que Clemente de Alexandria distinguia os cristãos dos judeus e dos gregos, como sendo aqueles que realmente adoram a Deus e a raça única de pessoas salvas. Portanto, que os membros da família divina possam fazer jus a esta percepção positiva que as pessoas, há muito tempo, têm sobre eles.

Deus abençoe a todos.

Pastor Renato (1ª Igreja Evangélica irmãos Menonitas do Jabaquara).





Imperdível!

17 01 2010

Não deixe de ver esta série de 8 vídeos, é uma entrevista de Miles Munroe no programa “This is your day!” (Este é o seu dia!) de Benny Hinn. Conheça mais a respeito do REINO de Deus. Tenho certeza de que você se surpreenderá! Todos os vídeos possuem legenda em português.

http://www.youtube.com/watch?v=2VBUTYPP0J4&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=CYFJVCVFTUM&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=NZ8YMGHUyPU&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=JKKoaOYPNQE&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=caRdbisXb1s&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=uwUkv5RxIvg&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=VG4YFmEVv7M&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=wURVd2aJ2CI&feature=related