Igreja, a família de Deus [Gálatas 6:10]

29 01 2010

Pensemos em uma família. Como ela é? Duvido que alguém diga: “somos uma família porque almoçamos e jantamos juntos. O alimento que ingerimos é sempre muito bem preparado, nutritivo e servido na hora certa. Gostamos muito de fazer nossas refeições em conjunto, portanto, somos uma família.” Não! Isso, apenas, não constitui uma família. Uma família existe por muitos outros motivos mais importantes.

A igreja é o ambiente onde os membros da família de Deus recebem estímulos para se desenvolver espiritualmente e para aprender mais verdades, com a finalidade de se exercitarem na caminhada cristã. Por isso, precisamos considerar a relevância do que nos une em Cristo. Como por exemplo:

1. Ele mudou nosso passado (Efésios 2:11,12)
“Portanto, lembrem-se de que anteriormente vocês eram gentios por nascimento
e chamados incircuncisão pelos que se chamam circuncisão, feita no corpo e por
mãos humanas, e que naquela época vocês estavam sem Cristo, separados da comunidade de Israel, sendo estrangeiros quanto às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo.”

Estávamos mortos em nossos delitos e pecados, como escreve o apóstolo na primeira seção de Efésios 2. Tal como os gentios, nos encontrávamos sem esperança e sem Deus no mundo. Vivíamos alienados do Senhor e de seu povo; pior, havia em nosso coração uma inimizade de modo que nos rebelávamos contra a autoridade do Altíssimo, e conhecíamos pouco ou nada acerca da verdadeira família divina.

Antes da conversão não estávamos em Cristo, nem com ele, mas separados dele. Não vislumbrávamos o que vislumbramos hoje por vivermos na presença de Deus e fazer parte de sua família.

Somos conclamados a lembrarmo-nos, e não esquecer nunca, do que éramos antes do amor divino adentrar nossos corações e transformar-nos genuinamente de dentro para fora.

2. Ele reconciliou-nos consigo (Efésios 2:14-16)
“Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de
inimizade, anulando em seu corpo a Lei dos mandamentos expressa em ordenanças. O objetivo dele era criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz e reconciliar com Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruiu a inimizade.”

Sempre existiu uma parede de separação entre judeus e gentios, nós e Deus. Cristo, porém, a derrubou, fazendo de judeus e gentios um único povo e colocando-se como a única ponte entre nós e o Todo Poderoso.

Aquilo que ele efetuou uma vez e para sempre – “no corpo de sua carne, mediante a sua morte” (Colossenses 1:22) – agora realiza no corpo único que é a sua igreja. Foi por intermédio da cruz de Jesus que nos reconciliamos com O Senhor. Quando ele estava morto na cruz, matava e destruía a inimizade existente entre o homem e Deus causada pelo pecado, o qual foi vencido pelo sacrifício maior do Salvador.

Não é suficiente dizer que Cristo nos traz a paz; ele é a nossa paz! À medida que os homens passam a estar nele, e continuam a viver nele, encontram paz com Deus e, dessa forma, também um ponto de encontro com o seu semelhante. Jesus veio com esse propósito, de ser o príncipe da paz, aliás foi assim que os profetas o anunciaram (Isaías 9:6; Miquéias 5:5). Pela cruz foi feita a paz e por meio da igreja – que somos nós – a mensagem da reconciliação é proclamada ao mundo, a fim de que este encontre a verdadeira paz.

Somente através de Cristo é possível encontrar o caminho para o Pai. Por ele, homens pecadores, uma vez reconciliados, podem achegar-se confiantemente ao trono da graça (Hebreus 4:16).

3. Somos membros dessa família (Efésios 2:19)
“Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus.”

Cidadãos dos céus é o que verdadeiramente todos os cristãos são. O apóstolo Paulo exulta muito mais, inclusive, por ser um cidadão desse reino do que por sua própria cidadania romana.

Judeus e gentios, homens de quaisquer raça, cores ou posições, estão juntos na família de Deus. Essa família é apresentada, em Gálatas 4:10, como sendo a família da fé. Tornamo-nos filhos do Altíssimo mediante a fé na pessoa de Cristo Jesus.

As palavras “já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos”, enfatizam o contraste entre a falta de raízes de uma vida fora de Cristo e a estabilidade de fazer parte dessa nova sociedade de Deus, ou seja, a igreja.

Dizem os historiadores que Clemente de Alexandria distinguia os cristãos dos judeus e dos gregos, como sendo aqueles que realmente adoram a Deus e a raça única de pessoas salvas. Portanto, que os membros da família divina possam fazer jus a esta percepção positiva que as pessoas, há muito tempo, têm sobre eles.

Deus abençoe a todos.

Pastor Renato (1ª Igreja Evangélica irmãos Menonitas do Jabaquara).

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2 responses

20 04 2010
Elias dos Santos Euzébio

Que a palavra de Deus seja cada vez mais, divulgada com sabedoria e inteligência. Deus abençoe os irmãos!

21 05 2012
Madan ramos

Amen muito bom Irmao

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