Obras de Justiça: Caridade, Oração e Jejum

28 05 2009

 jejum1

 

No evangelho de Mateus, capítulo 6, Jesus começa a abordar um assunto muito conhecido dos judeus: a Teshuvá, Tefilá e Tsedacáarrependimento, prece e caridade. Iniciando pela Tsedacá que, por falta de uma palavra melhor em português, é frequentemente traduzido como esmola ou caridade, muito embora o significado desse ato é muito mais amplo. Do ponto de vista judaico, Tsedacá é diferente de caridade. Em geral, as pessoas pensam, que ao doar algo a um pobre ou a uma instituição de caridade, dão algo que lhes pertence integralmente e, portanto, fazem um ato de bondade para o qual merecem agradecimento. Mas a palavra Tsedacá em hebraico significa na realidade “um ato de justiça“. Dar Tsedacá é algo que devemos fazer, não como um ato de bondade, mas como um dever e obrigação, tal como pagar uma dívida.

Quando doamos algo a um necessitado, não damos algo que nos pertence, mas sim algo que é de Deus; somos os “agentes” d’Ele. Portanto, não se trata de um ato de graça devido à nossa bondade, mas de um dever e de uma dívida. É como se alguém nos desse uma soma em dinheiro, dizendo: “Tome uma parte para você e distribua o resto entre os pobres.” 

Desfazer-se do dinheiro é como se fora um teste. E, embora sejamos tentados a repartir o menos possível, Deus nos recompensa generosamente ao darmos Tsedacá “da Sua conta” e por isso, a Tsedacá é um ótimo investimento, sob qualquer ponto de vista. No versículo 1 de Mateus 6 o Senhor Jesus endossa a idéia de recompensa -

1 Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus.
2 Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
3 Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita;
4 Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente.

A razão pela qual a Tsedacá é tão importante reside no fato de que ela representa o esforço “total” por parte do doador. Isto quer dizer que, enquanto as outras mitsvot são cumpridas com uma determinada parte do corpo – por exemplo: Tefilin são colocados no braço e na cabeça; o estudo da Torá requer concentração mental, etc. – Tsedacá é uma contribuição feita de corpo inteiro, pois requer o envolvimento total do indivíduo, tanto físico como mental pelo trabalho que leva a ganhar dinheiro. Qualquer quinhão da quantia ganha doada para caridade é parte deste esforço “total”. Além disto, a caridade dada a um pobre salva sua vida ou, pelo menos lhe permite viver por um determinado período.

Em Provérbios 19:17 lemos “Ao SENHOR empresta o que se compadece do pobre, ele lhe pagará o seu benefício”, reforçando a idéia de recompensa para esse ato.

Tsedacá é apenas uma das “pernas do tripé” sobre a qual se apoia o mundo, como afirmam os sábios do judaísmo: “O mundo se apoia sobre três pilares, a Torá, o serviço Divino (i.e., as preces) e a prática da bondade amorosa (da qual faz parte a Tsedacá).”

O Senhor Jesus continua, no sermão da montanha narrado em Mateus 6, e começa a falar sobre um outro ato que gera recompensa: a oração (Tefilá)  -

5 E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
6 Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.
7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos
8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.
9 Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
10 Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
11 O pão nosso de cada dia nos dá hoje;
12 E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;
13 E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.
14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;
15 Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.

Jesus não está dando um modelo para ser meramente repetido, mas está mostrando uma estrutura de comunicação que é feita por meio da oração.

Lemos em Hebreus 9:

2 Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candelabro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o santuário.
3 Mas depois do segundo véu estava o tabernáculo que se chama o santo dos santos,
4 Que tinha o incensário de ouro, e a arca da aliança, coberta de ouro toda em redor; em que estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas da aliança;
5 E sobre a arca os querubins da glória, que faziam sombra no propiciatório;

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O Tabernáculo, cujo modelo foi mostrado por Deus a Moisés no Sinai, é uma das figuras do Senhor Jesus e nosso modelo espiritual para quando entramos na presença de Deus. Em Apocalipse vemos que as orações dos santos são comparadas ao incenso que era queimado no Santo dos Santos. Na oração do “Pai Nosso” ensinada pelo Senhor Jesus em Mateus 6 vemos:

1- Reconhecimento da Santidade do Senhor

2- Reconhecimento da Soberania do Senhor

3- Reconhecimento da provisão dada pelo Senhor

4- Reconhecimento da nossa necessidade de perdoar e sermos perdoados

5- Reconhecimento de que estamos sujeitos a cair em tentação, mas que necessitamos depender de Deus

Assim como o adorador que entrava no tabernáculo para oferecer seus sacrifícios, nós entramos na presença de Deus para o adorar por meio da oração. Qual é a recompensa dessa obra de justiça? Jesus disse – TUDO que pedires ao Pai em meu nome, Ele vô-lo concederá.

A última obra de justiça mencionada por Jesus é o jejum. O que significa jejum? Jejum é uma palavra usada de formas variadas quando alguém opta por diminuir sua dieta alimentícia o mais próximo do zero, idealmente atingindo o zero, por um período de tempo, geralmente pré-determinado. Existem diversos motivos que levam uma pessoa a fazer jejum, como a greve de fome política, jogos de desafio, vaidade para com o corpo. Os principais motivos, contudo, são religiosos ou medicinais.

As cirurgias eletivas requerem um mínimo de 8 horas de jejum absoluto, idealmente 12 horas. A importância deste jejum é que durante o ato anestésico o paciente pode vomitar, indo o conteúdo do vômito diretamente para os brônquios, obstruindo a passagem do ar e ocasionando a morte. Alem disso, cirurgias realizadas sobre o aparelho digestivo são dificultadas pela presença de alimentos.

Em cirurgias de urgência, como quando o paciente é baleado após um jantar, a técnica anestésica requer vários artifícios para evitar que o paciente aspire o conteúdo gástrico. Durante a cirurgia podem ser retirados diversos tipos de alimentos da cavidade abdominal.

O jejum pode ser necessário também após as cirurgias, por um tempo variavel. Nestes casos pode ser necessário a nutrição enteral ou nutrição parenteral para suprir as necessidades do doente.

Entretanto, não estamos falando de greve de fome ou jejum medicinal. Estamos falando de uma obra de justiça, mencionada na Bíblia pelo próprio Senhor Jesus. Jesus não disse “SE você jejuar”. Ele disse “QUANDO” você jejuar, porque o jejum deve fazer parte de nosso caminhar cristão.

Repito – não estamos falando de greve de fome. Algumas pessoas não jejuam, entram em greve de fome tentando encostar Deus na parede para forçá-lo a fazer o que eles querem. Os princípios do jejum na Bíblia não têm nada a ver com greve de fome. A Palavra de Deus ensina sobre o jejum e os princípios espirituais conectados a ele.

Há 5 coisas que você deve se perguntar antes de jejuar:

  1. Está sendo dirigido por Deus?
  2. Quais são seus motivos para jejuar?
  3. Por quais necessidades específicas você está jejuando?
  4. Que resultados você está esperando?
  5. Você está determinado a ministrar ao Senhor enquanto jejua?

Qual é o propósito do jejum? O jejum tira a carne e o “eu” do trono. Em I Corintios 9 lemos:

27 Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.

O jejum subjuga a carne. Isso quer dizer que impede a carne de governar a sua vida.

O que provocou a queda de Adão foi a cobiça da carne. O que o inimnigo tentará fazer com você é a mesma coisa que fez com Adão: seduzí-lo com a cobiça da carne. O jejum fortalece seu homem espiritual para que você se mantenha focado enquanto serve ao Senhor.

Em Zacarias 7:5 lemos:

5 Fala a todo o povo desta terra, e aos sacerdotes, dizendo: Quando jejuastes, e pranteastes, no quinto e no sétimo mês, durante estes setenta anos, porventura, foi mesmo para mim que jejuastes?

O jejum tem que ser dirigido por Deus, caso contrário ele não será aceito.

Quando você começar a jejuar, você começará a ver mudanças no seu caminhar cristão. A presença de Deus se tornará mais próxima, mais querida e mais íntima de você.

Há poder no jejum da mesma forma que há poder na oração. Na Bíblia, vemos que jejuns foram feitos com os seguintes propósitos:

  • Durante crises
  • Busca de revelação
  • Consagração
  • Libertação
  • Revogação de uma sentença já promulgada pelo Senhor
  • Cura
  • Domínio

esterEm Ester 4:16 vemos uma crise em andamento. O povo de Israel está prestes a ser massacrado por uma manobra manipuladora de Hamã sobre o rei Assuero e Ester pede ao povo que entre em um jejujm total de 3 dias. Sem água e sem comida. Sabe o que isso significa? Nosso corpo é constituido por 70% de água e, devido às perdas (transpiração, urina, etc.) necessita reposição, caso contrário ocorre a desidratação. Três dias é o tempo limite que as células resistem à desidratação sem que isso cause danos irreversíveis. Ficar 3 dias sem comer e sem beber significa chegar ao limite da vida com a morte.

Em Atos 9:9 vemos um homem vivendo a maior crise pessoal de sua vida. Saulo, um homem zelozo com relação aos seus valores e crenças, é confrontado no caminho de Damasco. Ele então fica cego e entra em um jejum total de 3 dias.

Jejum para crises, coletivas ou pessoais. Completo. Duração: 3 dias.

JEJUM PARA REVELAÇÃO

A Palavra de Deus declara em Daniel 10:

2 Naqueles dias eu, Daniel, estive triste por três semanas.
3 Alimento desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com ungüento, até que se cumpriram as três semanas.

Este é um jejum parcial de três semanas, 21 dias, três setes. Nesse jejum, Daniel retirou de sua dieta tudo aquilo que dá prazer na alimentação – massas, carne, vinho, sobremesa.

Daniel 9 :3 e 23 mostra a razão pela qual ele fez o jejum e o resultado, a resposta que ele estava buscando.

  3     E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza.

23 No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão.

A revelação veio do jejum parcial de 21 dias de Daniel. Essas coisas não são uma fórmula para respostas, mas conforme você buscar ao Senhor, Ele o dirigirá para o jejum que é correto para você na sua situação.

JEJUM PARA CONSAGRAÇÃO

13 Mas, quanto a mim, quando estavam enfermos, as minhas vestes eram o saco; humilhava a minha alma com o jejum, e a minha oração voltava para o meu seio.

Davi disse que humilhava a sua alma. Era por razões pessoais que ele estava jejuando porque ele disse “minha alma”. Em Levítico 23:27 diz,

27 Mas aos dez dias desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao SENHOR.

Deus estava pedidindo ao Seu povo que jejuasse por um dia, o Dia da Expiação, para afligir ou humilhar as suas almas. Para quê é ese jejum? É para consagração e re-exame espiritual. Deus queria que seu povo se examinasse com relação ao seu estado espiritual. Era um tempo para refletirem e se perguntarem: “Como estou indo na minha vida espiritual com Deus?”

A Palavra de Deus em Jeremias 36:6 diz:

6 Entra, pois, tu, e pelo rolo que escreveste da minha boca, lê as palavras do SENHOR aos ouvidos do povo, na casa do SENHOR, no dia de jejum; e também, aos ouvidos de todos os de Judá, que vêm das suas cidades, as lerás.

No livro de Atos, descobrimos que os apóstolos também jejuavam no dia da Expiação (Yom Kippur). Nos dias da reforma, Martinho Lutero disse aos convertidos para jejuarem uma vez por semana.

Eu não creio em jejum porque algum homem tenha dito para jejuar, ou porque alguma igreja me diz para jejuar. Entretanto, eu creio que precisamos de  um jejum regular para exame espiritual, gastar tempo com Deus. Não importa que seja uma vez por ano ou uma vez por mês (o apóstolo Paulo nos recomenda a nos examinarmos a nós mesmos antes de participar da ceia, pode ser uma boa oportunidade para fazermos um jejum), é importante nos consagrarmos a Deus por meio de jejum.

JEJUM PARA LIBERTAÇÃO E PARA REVOGAÇÃO DE JULGAMENTO

Você sabia que o jejum pode trazer libertação? Jesus conversou a esse respeito, quando disse “essa casta só sai com oração e jejum”. O Senhor também disse sobre o inimigo ser entregue nas suas mãos.

Algumas vezes podemos orar e orar e nada acontece. Quando você jejua e ora você coloca Deus em cena.

O jejum também muda o julgamento, conforme é visto em I Reis 21:27-29. Acabe era um rei mau e um homem cruel. Deus disse “estou enviando julgamento por causa de sua maldade.” O homem entrou em jejum! Deus disse: “porque ele se humilhou, não trarei esse julgamento sobre ele.”

27 Sucedeu, pois, que Acabe, ouvindo estas palavras, rasgou as suas vestes, e cobriu a sua carne de saco, e jejuou; e jazia em saco, e andava mansamente.
28 Então veio a palavra do SENHOR a Elias tisbita, dizendo:
29 Não viste que Acabe se humilha perante mim? Por isso, porquanto se humilha perante mim, não trarei este mal nos seus dias, mas nos dias de seu filho o trarei sobre a sua casa.

Também o povo de Nínive entrou em jejum após serem alertados por Jonas que Deus destruiria a cidade. E porque o povo se humilhou, Deus não destruiu a cidade.

Entretanto, há casos em que a sentença não será mudada. Lembre-se quando Davi jejuou pela vida de seu primeiro filho com Bet-Sabá, em II Samuel 12:

14 Todavia, porquanto com este feito deste lugar sobremaneira a que os inimigos do SENHOR blasfemem, também o filho que te nasceu certamente morrerá.
15 Então Natã foi para sua casa; e o SENHOR feriu a criança que a mulher de Urias dera a Davi, e adoeceu gravemente.
16 E buscou Davi a Deus pela criança; e jejuou Davi, e entrou, e passou a noite prostrado sobre a terra.
17 Então os anciãos da sua casa se levantaram e foram a ele, para o levantar da terra; porém ele não quis, e não comeu pão com eles.
18 E sucedeu que ao sétimo dia morreu a criança; e temiam os servos de Davi dizer-lhe que a criança estava morta, porque diziam: Eis que, sendo a criança ainda viva, lhe falávamos, porém não dava ouvidos à nossa voz; como, pois, lhe diremos que a criança está morta? Porque mais lhe afligiria.
19 Viu, porém, Davi que seus servos falavam baixo, e entendeu Davi que a criança estava morta, pelo que disse Davi a seus servos: Está morta a criança? E eles disseram: Está morta.
20 Então Davi se levantou da terra, e se lavou, e se ungiu, e mudou de roupas, e entrou na casa do SENHOR, e adorou. Então foi à sua casa, e pediu pão; e lhe puseram pão, e comeu.
21 E disseram-lhe seus servos: Que é isto que fizeste? Pela criança viva jejuaste e choraste; porém depois que morreu a criança te levantaste e comeste pão.
22 E disse ele: Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se DEUS se compadecerá de mim, e viverá a criança?
23 Porém, agora que está morta, porque jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim.

JEJUM PARA CURA

Assim como o jejum é feito sob recomendação médica, há toxinas que são eliminadas por meio do jejum. Nem todas as doenças são curadas com jejum, mas algumas são. É o que vemos em I Samuel 30:11-15

11 E acharam no campo um homem egípcio, e o trouxeram a Davi; deram-lhe pão, e comeu, e deram-lhe a beber água.
12 Deram-lhe também um pedaço de massa de figos secos e dois cachos de passas, e comeu, e voltou-lhe o seu espírito, porque havia três dias e três noites que não tinha comido pão nem bebido água.
13 Então Davi lhe disse: De quem és tu, e de onde és? E disse o moço egípcio: Sou servo de um homem amalequita, e meu senhor me deixou, porque adoeci há três dias.
14 Nós invadimos o lado do sul dos queretitas, e o lado de Judá, e o lado do sul de Calebe, e pusemos fogo a Ziclague.
15 E disse-lhe Davi: Poderias, descendo, guiar-me a essa tropa? E disse-lhe: Por Deus jura-me que não me matarás, nem me entregarás na mão de meu senhor, e, descendo, te guiarei a essa tropa.

Três dias antes esse escravo havia sido abandonado por estar doente. Três dias em jejum absoluto e ele se restabelece. Entretanto, o jejum por si só não cura câncer, artrite ou outras doenças. Mas lembre-se de ter certeza de só entrar em um jejum quando for conduzido por Deus e de consultar seu médico antes de iniciar um jejum. Há pessoas que não devem jejuar porque sofrem de hipoglicemia ou pressão alta. Por isso é importantíssimo o acompanhamento médico antes e durante o jejum.

JEJUM PARA DOMÍNIO

A Bíblia nos diz em Lucas 4:1-2 que Jesus jejuou por 40 dias. Apenas três homens na Bíblia jejuaram 40 dias: Moisés, Elias e o Senhor Jesus. Ese é um jejum sobrenatural, não pode ser feito naturalmente.

Não é interessante que são examente esses três os protagonistas da transfiguração? Esse é um jejum sobrenatural para DOMÍNIO. Somente a Igreja, como corpo de Cristo, pode fazer um jejum de quarenta dias – os membros da igreja comprometidos com o jejum determinam os dias ou períodos em que farão jejum e assim, como um corpo só, a igreja jejua por domínio espiritual.

INICIANDO E ENCERRANDO UM JEJUM

Como começar um jejum? Eu sugiro que você inicie com um jejum parcial ou retirando apenas uma refeição no início. Então você pode retirar duas refeições ou decidir permanecer no jejum parcial.

Se você sentir de Deus em fazer um jejum parcial de 21 dias, certifique-se com seu médico ou nutricionista que não faltará nenhum nutriente necessário ao seu corpo.

Nunca encerre um jejum com uma feijoada. O encerramento de um jejum é tão crítico quanto o início. Seu corpo agora está acostumado com menos comida. É bom encerrar um jejum com frutas e sucos no primeiro dia, adicionando uma sopa no segundo e saladas no terceiro dia, retornando à sua dieta normal no quarto dia. Aproveite para rever sua dieta e iniciar uma reeducação alimentar, pode ser mais fácil quando você estiver saindo de um jejum. Para comer carne, comece com frango ou peixe. Há três regras de ouro a serem observadas quando você sair de um jejum:

  1. Cuidado com a quantidade!
  2. Descanse o máximo possível
  3. Procure seu médico ao menor sinal de desconforto

Lembre-se: consultar o médico não é pecado. Paulo viajava com seu médico, o Dr. Lucas, na sua equipe.

Mais uma palavra a respeito das obras de justiça (Tiago 2):

14 ¶ Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?
15 E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano,
16 E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?
17 Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.
18 Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.
19 Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem.
20 Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?
21 Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?
22 Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada.
23 E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.
24 Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.
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